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Crise no fornecimento de energia causa revolta de moradores em Aquidauana

Aquidauana enfrenta um início de ano marcado por transtornos e indignação da população. Além de conviver com uma das tarifas de energia elétrica mais altas do país, os moradores relatam a precariedade de um serviço que falha justamente nos momentos de maior necessidade. A instabilidade no fornecimento de energia tem provocado sucessivas interrupções no abastecimento de água, deixando bairros inteiros sem um direito básico.

A situação, segundo moradores, vai além de um problema pontual ou técnico. Trata-se de uma crise de gestão e planejamento, que evidencia a fragilidade da infraestrutura e a falta de respostas rápidas das concessionárias responsáveis.

O cenário se repete em diversos pontos da cidade.

Levantamentos divulgados por veículos de comunicação, como o portal Top Mídia News, indicam que basta o aumento das temperaturas para que o sistema entre em colapso, reacendendo questionamentos sobre a falta de investimentos preventivos na rede elétrica e no sistema de abastecimento.

Outro ponto de crítica é o atendimento ao consumidor. Moradores relatam que as tentativas de contato com a Energisa resultam, em grande parte, em mensagens automáticas, sem soluções práticas. Já as equipes de campo seriam insuficientes para atender à demanda da região, o que prolonga os apagões e agrava a crise hídrica.

Do ponto de vista legal, os consumidores têm direitos garantidos. Em casos de danos a eletrodomésticos, como geladeiras e televisores queimados pelas oscilações de energia, a Energisa é obrigada a realizar o ressarcimento. Especialistas alertam que a concessionária não pode atribuir automaticamente os prejuízos a chuvas ou raios, especialmente quando há histórico de instabilidade na rede.

Diante da ausência de soluções efetivas, órgãos de fiscalização e controle passam a ser vistos como caminhos para pressão institucional. A AGEMS (Agência Estadual de Regulação), responsável pela concessão dos serviços em Mato Grosso do Sul, recebe denúncias pelo telefone 0800 727 0167 e pode aplicar sanções à concessionária. Outra instância é o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa (Concen), que representa os usuários junto à Aneel.

Enquanto o impasse se arrasta, a população segue penalizada, pagando caro por serviços instáveis. A crise expõe a necessidade urgente de investimentos, planejamento e responsabilidade, para que Aquidauana não continue refém de um “jogo de empurra” que deixa famílias no escuro.

Redação Planews
Com informações de leitores da página