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Especialista defende papel do Exército no combate ao PCC na fronteira de MS

Francisco Carlos Teixeira sugere que Forças Armadas sejam empregadas como força auxiliar da Polícia Federal

O historiador Francisco Carlos Teixeira, da Universidade Federal Fluminense, alerta que a surpreendente descoberta de que os tentáculos do PCC (Primeiro Comando da Capital) atingem o coração do sistema financeiro e da economia formal deve abrir os olhos do governo brasileiro para a necessidade de uma ação planejada na origem dos negócios da facção: a faixa de fronteira que separa o país e, em especial, Mato Grosso do Sul, das bases principais dos traficantes, Bolívia e Paraguai. É por essa rota que passa o grosso da cocaína que abastece o mercado interno e transformou o Brasil em entreposto dos negócios da facção com a Europa e os Estados Unidos.

Operação contra o PCC ontem desarticulou esquema que envolvia adulteração de etanol (Foto: Divulgação)

O especialista diz que a Operação Carbono Oculto escancarou a conexão do crime organizado com as fintechs instaladas na sofisticada Faria Lima, em São Paulo, maior centro financeiro da América do Sul. Mas lembra que o combate ao grande tráfico, motor da violência que virou um dos principais problemas do brasileiro, requer a participação das Forças Armadas. “Na faixa de fronteira de 50 km, as Forças Armadas têm poder de polícia. Mas é preciso capacitá-las para exercer esse papel — ou reforçar a Polícia Federal. O fundamental é definir se as Forças Armadas atuarão com efetivo, inteligência ou tecnologia, para evitar paralisia nas ações de combate”.

Fonte: Campo Grande News