A recente prisão de um assessor da prefeita Adriane Lopes após descumprir uma medida protetiva e perseguir uma mulher até a delegacia expõe um problema estrutural da sociedade brasileira: a impunidade de agressores e a conivência das estruturas políticas com a violência de gênero.
Testemunhas relataram que Luiz Ojeda chegou à Casa da Mulher Brasileira visivelmente alterado, gritando e exigindo falar com a vítima.
Apesar das tentativas da equipe do local de acalmá-lo e convencê-lo a sair, ele se recusou a obedecer, tornando necessária a intervenção da Polícia Militar.
Segundo relatos, Ojeda chegou a bater insistentemente na porta da sala onde a vítima estava sendo atendida, alegando que precisava “resolver a situação”.
Seu comportamento agressivo aumentou ainda mais o medo da mulher, que já vinha relatando episódios frequentes de perseguição.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima buscou atendimento na Casa da Mulher Brasileira após perceber que estava sendo seguida pelo agressor.
Durante a consulta, a psicóloga responsável notou o estado alterado de Ojeda e acionou a equipe plantonista da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Ao verificarem a identidade do suspeito, os policiais constataram que contra ele já havia uma medida protetiva em vigor, o que levou à sua prisão imediata.
Texto: Da redação
Informações :Página 1News

