O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, anunciou sua saída do PSDB — ele era o último governador tucano no país — e se filiou ao Progressistas (PP), mas garantiu: a mudança não vai bagunçar a administração estadual.
Segundo ele, a migração faz parte do enxugamento partidário: “Estamos saindo daquela realidade de 35 partidos para um volume bem menor, o que é muito saudável”. Riedel chamou o cenário atual de “sopa de letrinhas” e enfatizou que a política exige hoje legendas com mais coerência programática.
A filiação ao PP já foi oficializada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e acompanha uma tendência nacional de migração entre partidos de centro e centro-direita — uma estratégia para se adaptar às novas regras eleitorais, como cláusula de barreira e fim das coligações proporcionais.
Mas antes que você imagine grandes mudanças internas: calma. Riedel mandou bem ao avisar que a estrutura do governo segue a mesma. Desde o primeiro dia, disse ele, quem manda nos cargos são as pessoas alinhadas com o projeto de governo, e não o partido.
Só que essa mudança já mexeu no tabuleiro político aqui no Estado. O diretório do PT em Mato Grosso do Sul decidiu sair da base aliada e agora está oficialmente na oposição — um golpe institucional que, embora esperado, rompeu com o convívio que vinha sendo mantido desde o começo da gestão Riedel.
Fonte: Clique News MS

