A paralisação de 24 horas dos servidores técnicos administrativos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) agendada para hoje (23) vai “engrossar” a contabilidade dos movimentos que a categoria vem realizando ao longo dos anos. Entre 2011 e 2017, foram ao menos 5 greves.

Segundo Waldevino Mateus Basílio, um dos coordenadores do Sista/MS (Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos das Instituições Federais de Ensino de Mato Grosso do Sul), o movimento pretende chamar atenção para a insatisfação da categoria Queremos 28% de correção salarial. A última aconteceu fruto da greve de 2015. Fizemos um acordo e a última parcela foi paga em janeiro de 2017.

Queremos o cumprimento desse compromisso. Estamos correndo atrás do prejuízo e lutando para não piorar o cenário em 2019”, diz, citando o prazo para fechamento da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), em agosto deste ano.

São ao todo 1,8 mil servidores em todo o estado, sendo 1,4 mil somente em Campo Grande.

Entre as reivindicações estão isonomia salarial entre os poderes e incorporação de todas as gratificações produtivistas, paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas e implementação de uma política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias.

Acadêmico de física durante intervalo das aulas. Apoio desde que não interfira em minhas aulas. (Foto: Anahi Gurgel)
Acadêmico de física durante intervalo das aulas. “Apoio desde que não interfira em minhas aulas”. (Foto: Anahi Gurgel)

A meta é atingir 70% da categoria na Capital, Três Lagoas, Corumbá, Aquidauana, Chapadão do Sul, Paranaíba, Naviraí, Ponta Porã e Coxim. A decisão de greve por tempo indeterminado será definida até a segunda quinzena de junho.

Os manifestantes se concentrarão a partir das 6h no portão principal da UFMS. Nesta tarde, uma motocicleta com alto-falante “convidava” a todos a aderirem ao movimento.

À véspera da paralisação, o clima entre os acadêmicos é de “surpresa” quando questionados sobre o movimento. “Não estava sabendo. Eu sou indiferente à paralisação, desde que não afete o cronograma de aulas nem impeça ninguém de entrar na instituição”, afirma o acadêmico de Física Breno Olívio de Almeida, 19.

“Acho importante os servidores lutarem por melhorias, mesmo que interfira nos professores e alunos. Essa integração deve ser mais forte. Hoje, as ações desses grupos acontecem de forma paralela”, acredita Alberto Warmeling, 21, que cursa o 6º semestre de psicologia.

 

Acadêmicos durante intervalo das aulas, nesta tarde, na UFMS, em Campo Grande. Somos favoráveis ao movimento. (Foto:  Acadêmicos durante intervalo das aulas, nesta tarde, na UFMS, em Campo Grande. “Somos favoráveis ao movimento”. (Foto:

Outro acadêmico de psicologia, que preferiu não se identificar, demonstra grande preocupação com as paralisações.

“Já passei por greves e levei 5 meses para repor as aulas perdidas. Foram 3 semestres estudados em 1 ano. O desgaste físico e emocional foi terrível, com péssimo rendimento na aprendizagem. Espero que não chegue a esse ponto”, diz.

Grevistas na entrada da UFMS na manhã desta terça-feira. (Foto: Sista/MS)Grevistas na entrada da UFMS na manhã desta terça-feira. (Foto: Sista/MS)

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