Caminhoneiros de Aquidauana e Anastácio se juntaram à greve nacional na manhã desta quinta-feira, com bloqueio na BR-262, na altura do Posto Taquarussu. A categoria recebe apoio, entre outras entidades, do Sindicato Rural de Aquidauana, na figura do presidente Frederico Stella. Para o sindicalista, o protesto vai além dos caminhoneiros. “É um protesto de todos, porque o que está sendo discutido aqui afeta a vida de toda a população”. disse.

No começo da semana, quando a classe iniciou paralisação geral, o Sindicato emitiu nota de apoio. “Não poderia ser diferente, porque todos somos afetados pela alta constante dos preços dos combustíveis, incluindo o diesel, que é o principal insumo da produção agrícola. A briga não é só dos caminhoneiros, mas de todos os brasileiros que são atingidos pela alta dos produtos consumidos em todo o país”, explicou.

Por outro lado, o manifesto começa a trazer consequências e alguns comerciantes, principalmente donos de postos, estão temerosos, pois acreditam que o combustível vai acabar. “Tenho combustível no máximo até às 20 horas. O movimento está grande desde cedo e não há previsão de chegada para repor o estoque, porque temos informação de que todas as bases estão fechadas em Campo Grande. Mas nem por isso vamos subir os preços agora”, destacou Luciene Andrade, gerente do Posto Mercúrio, no centro de Aquidauana.

O mecânico Cláudio Luis, de 39 anos, se mostrou surpreso com a situação. “Nunca achei que isso fosse chegar à Aquidauana. Achava que era só em São Paulo, quando na via na televisão”. Já Maria Figueiredo tentava antecipar se antecipar à falta do produto. “Vou encher o tanque e economizar combustível, porque não tem previsão de chegar mais gasolina. Vou usar o carro só em caso de urgência”.

 

O Pantaneiro

Colaborou Luiz Guido Jr.

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