O jovem de 18 anos participou do desfile do último dia 7 de setembro, na região central de Campo Grande. Em seguida, foi para o Colégio Militar, comeu uma esfirra e tomou água. Algum tempo depois, o estado febril o deixou deitado a tarde toda, conforme a mãe, Regina Medeiros Bortoluzzi, de 48 anos. O aluno é uma das 168 vítimas e a suspeita é de rotavírus ou intoxicação alimentar, com análises laboratoriais que começam nesta segunda-feira (10).

“Ele ficou em casa deitado a tarde toda e chegamos no hospital por volta das 21h. Nós ficamos até o início da madrugada e o médico disse que já era o terceiro caso. Depois, é que fomos saber do grande número de alunos com os mesmos sintomas. Meu filho falou que sentiu um gosto estranho e então eu suspeitei na hora de intoxicação alimentar e até insisti ao médico para dar antibiótico para ele. No entanto, eles falaram da suspeita de rotavírus e então estamos aguardando para saber o que realmente aconteceu”, comentou Medeiros.

Nesta segunda-feira (10), levando os medicamentos na mochila, o jovem foi para escola. “Ele está se recuperando, estou dando alimentação adequada. No hospital ele tomou soro também, remédio para o intestino. Só que a boca dele ficou com feridas por conta da forte irritação, então disse a ele pra levar e tomar lá na escola”, ressaltou a mãe.

Mãe de uma adolescente do 3° ano e que prefere não se identificar, comentou que a filha também tomou água e comeu na cantina, porém não apresentou sintomas. “Estou em um grupo de WhatsApp dos pais e estão cogitando algumas hipóteses. Por sorte, não aconteceu nada com a minha filha e agora vou acompanhar o resultado das análises”, disse.

Neste final de semana, pais de alunos responderam a questionários, com a intenção de entender o que realmente ocorreu. As análises começam com o recheio da carne servida na esfirra, além da água utilizada tanto na confecção dos alimentos quanto na cantina do aquartelamento, além da previsão de exame de sangue que será colhido de alguns alunos.

Entenda o caso

Na ocasião, uma aluna da instituição, de 17 anos, que não quer ser identificada, conta que começou a passar mal logo após o desfile cívico. A garota, que ainda não está totalmente recuperada, disse que teve 38.9 graus de febre, diarreia e ânsia de vômito.

O colégio comentou que, somente após as análises laboratoriais, é que será possível indicar a causa da possível contaminação.

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