Os números de violência doméstica no Brasil vem crescendo a cada ano. E agora durante a pandemia da Covid-19, segundo a Coordenadoria da Mulher Brasileira, na Capital de Mato Grosso do Sul, os números de feminicídio dobraram e no interior o aumento foi de 33,3%.

Na Índia, as mulheres usam o que é chamado de “Red dot”, é um ponto vermelho que elas colocam na palma da mão para indicar caso de violência doméstica. Baseados nesta ação e no aumento de casos por aqui, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiram criar a campanha “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica”.

O pré-candidato a prefeito de Aquidauana e presidente do Partido Progressista (PP), Joaquim Passos se posicionou em apoio a essa ação, dizendo: “Precisamos conscientizar toda população sobre a violência doméstica, o silêncio dessas mulheres é o maior aliado do agressor. Por isso, se estiver passando por uma situação de violência, procure ajuda urgente. Sabemos que é difícil e delicado esse tipo de situação, o melhor a fazer é buscar o apoio com as autoridades competentes”.

Sinal Vermelho – A campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica foi lançada em todo o país para oferecer um canal silencioso de denúncia à vítima que de sua casa, não consegue denunciar a violência sofrida e, ao conseguir sair para dirigir-se à farmácia ou drogaria, pode receber auxílio de um atendente.

Para se identificar, a vítima precisa apenas fazer um X vermelho na mão, mostrar à pessoa que a estiver atendendo, que esta ligará 190 e acionará a polícia. Tudo feito com discrição para não alertar o agressor, caso ele esteja acompanhando a vítima.

As denúncias também podem ser feitas à Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Ligue 180). Esse é um serviço gratuito e confidencial, por meio do qual qualquer pessoa (não apenas a vítima) pode denunciar episódios de agressão a mulheres. Não é preciso se identificar, mas é necessário dar informações que ajudem a chegar até as vítimas e ajudá-las.

A campanha é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com os tribunais, associações e outros órgãos públicos e privados.

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