Famílias do distrito de Antônio Maria Coelho, a cerca de 50 km do centro de Corumbá, estão apreensivas. Duas empresas de mineração atuam na região da comunidade. Uma delas é Vale, controladora da Barragem do Gregório, que é classificada com potencial de dano entre médio e alto pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Os moradores da região dizem que só receberam o primeiro treinamento de emergência no fim do ano passado, e que só nessa época foram colocadas as sinalizações de rotas de fuga em caso de acidente.

Um relatório da Vale, publicado em 2018, traz um prognóstico caso a barragem do Gregório rompesse. Os rejeitos se espalhariam em um raio de 16 km e atingiria comunidades rurais onde vivem 250 famílias. Se a ruptura ocorresse em uma fim de semana, até 600 pessoas poderiam ser atingidas.

O relatório também indica que a lama chegaria as margens da BR-262, com cerca de dois centímetros de espessura e que a densidade dos rejeitos seria maior do que a quantidade de água.

A Defesa Civil afirma que faz vistorias constantes nas bacias e barragens da região. A última teria sido realizada em setembro de 2018, na empresa Vetorial Mineração. No local, foram identificadas infiltrações em um equipamento.

O Governo do Estado prometeu fazer pente-fino nas barragens de MS. A região oeste do estado tem a terceira maior reserva de ferro e a segunda maior reserva de manganês do país.

Compartilhe:
Carregar mais Artigos Relacionados
Carregar Mais por Redação
Carregar Mais em Meio Ambiente

Checar também

Comerciante de MS mata sucuri, se exibe em vídeo nas redes sociais

Comerciante foi autuado em R$ 5 mil por abater uma sucuri de três metros em Amambai, munic…