Mato Grosso do Sul tem 69 barragens na lista das estruturas que devem passar por uma fiscalização imediata, em razão de estarem enquadradas com Categoria de Risco (CRI) ou Dano Potencial Associado (DPA) alto. A relação foi divulgada pela Agência Nacional das Águas (ANA).

Fiscalização foi recomendada por duas resoluções do Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre do governo federal, após o rompimento da barragem de rejeitos de minério da Vale, em Brumadinho, que causou dezenas de mortes, deixou centenas de desaparecidos, além de provocar graves danos ambientais.

Em Mato Grosso do Sul a recomendação é de que a fiscalização caberá a três órgãos. Ficará a cargo do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a vistoria as 59 estruturas destinadas ao abastecimento de água, recreação, irrigação, dessedentação animal, aquicultura e indústria.

Barragem do Guariroba foi enquadrada na Categoria de Risco médio e com Dano Potencial Associado alto — Foto: Anderson Viegas/G1 MSBarragem do Guariroba foi enquadrada na Categoria de Risco médio e com Dano Potencial Associado alto — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

Barragem do Guariroba foi enquadrada na Categoria de Risco médio e com Dano Potencial Associado alto — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

 

Já a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai fiscalizar a situação das 7 barragens de hidrelétricas e a Agência Nacional de Mineração (ANM) a de 3 estruturas destinadas a receberem rejeitos de mineração.

Entre as barragens que vão passar pela fiscalização imediata está, por exemplo, a do Guariroba, da concessionária Águas Guariroba, em Campo Grande.

A estrutura foi enquadrada com uma Categoria de Risco média. Neste indicador são avaliados aspectos da própria barragem que possam influenciar na possibilidade de ocorrência de problemas como: altura da barragem, comprimento, tipo de estrutura, tipo de fundação e idade da barragem, entre outras, além de estado de conservação e a existência de plano de segurança.

Em contrapartida, a barragem do Guariroba recebeu no outro indicador utilizado para mensurar a segurança das estruturas, o Dano Potencial Associado, a classificação alta. Esse indicador aponta os impactos sociais, ambientais e econômicos que um eventual vazamento ou rompimento podem provocar.

Em todo o país, um total de 3.386 barragens serão vistoriados por seus respectivos órgãos fiscalizadores. Deste universo, 824 estruturas estão sob a responsabilidade de órgãos federais fiscalizadores, sendo 91 delas da ANA, 528 ligadas à Aneel e 205 estão sob a responsabilidade da ANM. Os demais empreendimentos são de responsabilidade dos estados. No total, o Brasil possui 43 agentes fiscalizadores.

Barragem do córrego Guariroba, em Campo Grande — Foto: Anderson Viegas/G1 MSBarragem do córrego Guariroba, em Campo Grande — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

Barragem do córrego Guariroba, em Campo Grande — Foto: Anderson Viegas/G1 M

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