Ele considera o ciclismo não apenas um esporte, mas um estilo de vida, que valoriza a saúde, a mobilidade e o meio ambiente. Também diz que gosta de sentir adrenalina, de ir além dos limites e é um apaixonado pelo meio ambiente. Imagina, então, morando em uma cidade que é a porta de entrada para o Pantanal sul-mato-grossense. Todos esses ingredientes, somados, levaram o aquidauanense Kurlan de Almeida Martins, 38 anos, a pedalar de sua cidade de origem até Campo Grande, onde passou o Réveillon com familiares.

Kurlan começou a pedalar regularmente há dois anos e sabe aproveitar bem as belezas naturais da região, já tendo feito percursos até os distritos de Cipolândia e Palmeiras, por exemplo, além de subir o Morro do Paxixi, em Camisão, região que está entre as preferidas dos adeptos do ciclismo.

No entanto, foi a primeira vez que o aquidauanense encarou o desafio de pedalar até a Capital sul-mato-grossense, percorrendo, via BR-262, os 138 quilômetros que separam os dois municípios.

“O percurso até Campo Grande é muito cansativo e cheio de obstáculos, o atleta precisa estar preparado e se hidratar bem, pois, dependendo do horário, o sol é muito forte”, ensina.

Por se considerar preparado fisicamente e dominar o esporte, Kurlan decidiu sair às 13h50 da última segunda-feira (31), mesmo em meio ao calor de verão do horário. No trajeto, a esposa e os filhos foram o acompanhando de carro e deram apoio até o município de Terenos. O aquidauanense chegou ao seu destino em menos de cinco horas, às 18h40, a tempo de aproveitar bem os momentos de despedida de 2018 e o início de um novo ano.

Segundo ele, é preciso tomar cuidados para pedalar em uma rodovia federal, algo que exige mais do que preparo físico e atenção extrema a todo instante. O atleta destaca a importância dos aparatos de segurança como capacete, óculos de proteção, luvas, roupa apropriada, acessórios com detalhes refletivos, mochila com equipamentos de manutenção e, naturalmente, muita água para hidratar. Além disso, o tráfego de bicicletas em rodovias deve ser feito pelo acostamento, quando houver, ou pelo bordo extremo direito no mesmo sentido regulamentado para a via – jamais na contramão.

O aquidauanense diz esperar que mais pessoas conheçam e se tornem adeptas dessa prática de mobilidade ambientalmente sustentável, tendo a consciência que a bicicleta não traz mal algum, nem para o trânsito, nem para o meio ambiente, muito menos para o ciclista. Ele reforça que nas grandes cidades, a prática é incentivada por ser uma das soluções sustentáveis e saudáveis ao sistema de transporte.

(*Fotos: em menos de cinco horas de pedalada, Kurlan chegou ao seu destino final – Reprodução)

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