O fogo voltou no fim de semana ao Recanto Ecológico Caiman, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A equipe de combate às chamas teve bastante trabalho e agora, a preocupação maior, segundo o Corpo de Bombeiros, é o que acontece nos horários de temperatura mais alta. Pesquisadores já deram início a contagem dos animais mortos.

“A preocupação é com o horário de pico [do calor], das 11 às 14h. Os focos voltam e a equipe de vigilância avisa. E para monitorar a área precisamos de muita gente”, fala o capitão bombeiro militar Vinícius Barbosa Gonçalves.

Eles querem saber quanto tempo o meio ambiente vai levar para se recuperar. O trabalho vai começar com a contagem de animais mortos. “É extremamente importante este trabalho exatamente após o incêndio para saber o que aconteceu com esses animais, antes que as carcaças desapareçam”, fala Walfrido Tomas, um dos pesquisadores.

Apesar de todo o cinza que viraram 35 mil hectares da fazenda, algumas espécies de animais que vivem na região começaram a aparecer. Já foram avistadas 5 onças que fazem parte do projeto Onçafari, araras que também são estudadas e em algumas árvores havia ninhos com filhotes vivos.

O verde da flora do Pantanal deu lugar ao cinza das queimadas — Foto: Reprodução/TV MorenaO verde da flora do Pantanal deu lugar ao cinza das queimadas — Foto: Reprodução/TV Morena

O verde da flora do Pantanal deu lugar ao cinza das queimadas — Foto: Reprodução/TV Morena

Queimada

O incêndio na fazenda que trabalha com pecuária, ecoturismo e pesquisas, começou dia 11. Bombeiros, policiais ambientais, equipe de brigadistas da fazenda e do Ibama e militares do Exército trabalham no combate ao fogo e aos focos. No fim de semana, chegaram mais 50 brigadistas de uma empresa de Três Lagoas.

O município onde fica a fazenda está entre os 9 de Mato Grosso do Sul em situação de emergência por causa da quantidade de queimadas. O decreto que coloca as áreas rurais de Miranda, Aquidauana, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Corumbá, Ladário, Bonito, Porto Murtinho e Bodoquena com necessidade de ações de controle urgentes, foi publicado dia no Diário Oficial do Estado.

Onça Nusa avistada na noite de quinta-feira — Foto: Projeto Onçafari/DivulgaçãoOnça Nusa avistada na noite de quinta-feira — Foto: Projeto Onçafari/Divulgação

Onça Nusa avistada na noite de quinta-feira — Foto: Projeto Onçafari/Divulgação

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