“Não se trata de uma obra de governo, mas de Estado”, afirmou o vice-governador e secretário estadual de Infraestrutura (Seinfra), Murilo Zauith, ao apresentar o panorama da situação em que se encontra o Aquário do Pantanal, obra paralisada desde 2015, e o cronograma para sua conclusão com a anuência do Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça. “Será uma obra feita a várias mãos, com a administração do governo”, ressaltou.

Acompanhado do secretário estadual de Governo (Segov), Eduardo Riedel, e representantes do poder Judiciário, o titular da Seinfra fez uma apresentação técnica do projeto, nesta quarta-feira (8.5), e anunciou que será criado um grupo de trabalho para fiscalizar a execução da obra, que transcorrerá dentro de um processo transparente na aplicação dos recursos. “Vamos gastar o mínimo possível para fazer o melhor, que é concluir mais uma obra inacabada”, disse.

O Governo do Estado abrirá o processo licitatório em cinco meses, de forma segmentada, com previsão de cinco frentes de trabalho. Murilo Zauith informou que a previsão de conclusão do Aquário é de um ano, acentuando que a Seinfra já trabalha no complexo, edificado no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, desde janeiro desse ano, com uma equipe formada por onze técnicos. “A fase final é de acabamento, cerca de 20% da obra”, adiantou.

Parceiro do bom gestor

O secretário Eduardo Riedel ressaltou a importância da conclusão da última obra paralisada do Programa de Obras Inacabadas, após vencidas as questões jurídicas para que o governo tivesse segurança na contratação dos serviços. “É determinação do governador Reinaldo Azambuja não deixar nenhuma obra abandonada e a entrega do Aquário era um compromisso, em acordo com o Judiciário e com a absoluta transparência e lisura”, pontuou.

 

O presidente do Tribunal de Contas de MS, Iran Coelho das Neves, se manifestou sobre a retomada da obra, ao final da apresentação, afirmando que “a posição firme do Governo do Estado de concluir o aquário” é um exemplo claro da vantagem de entregar uma obra e não deixá-la deteriorar. “Somos parceiros do bom gestor e nossa presença aqui ratifica nossa participação dessa frente de trabalho para retomar a obra dentro da legalidade e segurança”, frisou.

Presentes também ao evento o secretário estadual de Fazenda Felipe Mattos; procuradora-geral do Estado, Fabíola Marquetti; controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão; presidente do Tribunal de Justiça de MS, Paschoal Carmello Leandro;  conselheiros do TCE/MS, Ronaldo Chadid, e Osmar Domingues;  promotor de Justiça Alexandre Magno Benites de Lacerda; reitor da UFMS, professor Fábio Edir dos Santos;  presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche; procurador-chefe da República em MS, Emerson Kalif Siqueira; e a presidente da Associação Comercial de Dourados, Elizabeth Rocha Salomão.

Cataratas assume gestão

Desde janeiro, segundo o secretário Murilo Zauith, a Seinfra trabalha dentro do Aquário redimensionando o projeto e testando os equipamentos já instalados, como os 32 tanques de peixes e o maquinário que vai movimentar cinco milhões de litros de água diariamente dentro do sistema. Ele adiantou que foi mantido o contrato com o Grupo Cataratas, para gestão do empreendimento, e toda a estrutura de acrílico importada dos Estados Unidos foi testada.

O diretor-presidente da Cataratas, Bruno Marques, participou da visita ao Aquário do Pantanal e disse que o grupo estima, no primeiro ano, a visitação de 500 mil pessoas ao complexo. Hoje, a empresa opera seis equipamentos, no Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Fernando de Noronha, que recebem cinco milhões de pessoas anualmente. “A gente acredita muito nesse projeto, tem um potencial fantástico para se tornar atrativo, unindo ser humano e natureza”, comentou ele.

O gerente no Brasil da empresa norte-americana, que fabricou os acrílicos, Vladimir Crespi, também esteve no evento e certificou que a estrutura montada há quatro anos está em perfeito estado de conservação. A empresa fez inspeção em março e concluiu que será preciso realizar um polimento nos painéis de acrílico nos tanques e na cúpula do aquário, a ser executado por uma equipe especializada.

O Aquário do Pantanal

O Centro de Pesquisas e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira – Aquário do Pantanal – contará com 32 tanques da ictiofauna do bioma (peixes e répteis) e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat, em uma área de 21.853 m², distribuídos em oito pavimentados. O objetivo é transformar o espaço em um centro de referência e visitação, com museu interativo, biblioteca, auditório, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.

Texto: Sílvio de Andrade – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Fotos: Edemir Rodrigues

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