A Polícia Civil investiga a denúncia feita por uma mãe de que seu filho, de 6 anos, foi abusado sexualmente por um adolescente, de 13, dentro da unidade da Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso do Sul em Campo Grande, na Avenida Ernesto Geisel, região central.

O caso teria ocorrido no último dia 2, mas só foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente da Capital nesta segunda-feira (19).

Segundo a polícia, a mãe relatou que no dia citado estava ajudando no preparo do jantar na instituição quando foi procurar pelo seu filho. Flagrou o adolescente saindo de dentro de uma casa de bonecas, arrumando a bermuda, com a criança deixando o local assustada, em seguida, com a camisa levantada.

Ainda de acordo com o relato, o menino ficou agressivo nos últimos dias. Em uma conversa chegou a dizer à mãe que “pessoas grandes so fazem maldades.”

O suposto crime foi descoberto de vez no final de semana, quando a mãe procurou por pistas nas mensagensde um jogo on line que o filho joga e encontrou mensagens do adolescente lhe ameaçando. “Se contar a alguém você vai apanhar como no jogo”, disse.

Como a criança está bastante debilitada por causa do tratamento contra o câncer, exames serão realizados posteriormente, afirmou a polícia, que por enquanto evita passar informações sobre o ocorrido e confirma apenas que a mãe levou as mensagens encontradas.

O adolescente suspeito seria neto de uma funcionária da instituição, que foi afastada das atividades por tempo indefinido.

Confira a nota divulgada pela AACC/MS sobre o assunto:

A AACC/MS (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer) esclarece que tomou as providências devidas no caso,  prestando atendimento multidisciplinar ao assistido e sua acompanhante envolvidos e a funcionária responsável pelo menor acusado foi afastada por tempo indeterminado, uma vez que a mesma descumpriu normas internas.

Além disso, gostaríamos de esclarecer que a AACC/MS é uma Casa de Apoio, sendo assim, oferece toda a hospedagem ao assistido e a um acompanhante da família, sempre do sexo feminino, podendo ser mãe, tia, avó ou irmã, dessa maneira, é desta acompanhante a responsabilidade pela vigilância do assistido. Essa norma está disposta em nosso Estatuto e é de conhecimento destas responsáveis a partir da entrada na casa.

O assistido e sua responsável estão sendo amparados pela instituição, como foram desde sempre, uma vez que o bem-estar destes assistidos é prioridade do nosso trabalho. Inclusive, foi oferecido acompanhamento psicológico com um profissional especializado fora da equipe AACC/MS.

Quanto ao caso, é do Conselho Tutelar a condução do mesmo, que tomou ciência a partir da denúncia feita pela AACC/MS.

A AACC/MS orgulha-se em ser uma instituição de conduta irreparável, com um trabalho de 21 anos no estado. Apenas em 2018, mais de 500 crianças foram assistidas, com mais de 5 mil hospedagens, 26.820 refeições oferecidas e mais de 24 mil atendimentos multiprofissionais realizados. Nossa equipe passa por constantes treinamentos para que nossa missão, que é cuidar da criança e do adolescente com câncer em Mato Grosso do Sul, seja realizada com maestria.

Fonte: Correio do Estado

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