Desde 2015 no ar, o “YouTube Kids” é um aplicativo que oferece vídeos voltados especialmente para crianças. Contudo, a inteligência artificial que deveria fazer a ‘curadoria’ não está detectando conteúdo inapropriado.

A Dra. Free Hess, que é pediatra, denunciou em seu blog pessoal a existência de vídeos perturbadores na plataforma de propriedade do Google. Um dos vídeos infantis é interrompido por um homem de óculos escuros ensinando a cortar seus próprios pulsos.

O homem, que não foi identificado, tratava como se fosse uma brincadeira e insistia que só teria resultado se o corte fosse profundo e no sentido do braço. Após diversas queixas, o YouTube removeu este vídeo da plataforma. Tempos depois, ele foi publicado por outro canal.

Falando à CNN, a pediatra lembrou que também é mãe e ficou “muito brava e frustrada” com a existência desse tipo de material no Youtube. “Eu sou pediatra e cada vez mais vejo crianças com problemas de automutilação e tentativas de suicídio. Não tenho dúvidas de que as mídias sociais e coisas como esta estão contribuindo”, lamentou.

Em seu blog PediMom, ela aborda o monitoramento das plataformas infantis, e relata os conteúdos que considera “perturbadores”. Existem vídeos classificados como infantis que fazem alusões ao suicídio, ao tráfico de seres humanos, além de violência armada e doméstica.

Um dos que mais chama a atenção, criado no estilo do jogo “Minecraft”, apresenta a simulação de um tiroteio escolar, algo que ocorre com certa frequência nos Estados Unidos.

A pediatra está pedindo uma regulação maior e mais intensa dos vídeos na plataforma Youtube Kids e apelou para que os pais precisam monitorem constantemente o que seus filhos consomem.

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