As cidades de Aquidauana e Anastácio já lidam com a falta de combustível, como consequência da paralisação dos caminhoneiros deflagrada no início da semana, que cessou o transporte de diversos produtos e insumos. O manifesto ganha força e não há previsão de acabar, motivo pelo qual donos de postos de combustíveis da região estão apreensivos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), são pelo menos 38 pontos de protestos em Mato Grosso do Sul.

Nem mesmo o acordo firmado ontem pelo governo federal, com a diminuição de 10 centavos no valor do diesel, foi suficiente para por fim ao movimento. A categoria não considera a negociação legítima, já que seus representantes principais não participaram. Diante disto, os caminhoneiros seguem parados e ganham a cada dia mais apoio da população.

Por outro lado, empresários ficam sem ter como operar. Nelson da Silva, dono de postos em Aquidauana e Anastácio, disse que está sem combustível desde às 23 horas de ontem. Todos os produtos incluindo gasolina, etanol e diesel estão esgotados. “Ainda não há nada definido e esperamos que o governo consiga encontrar medidas para entrar em acordo com os caminhoneiros”, disse.

Interdito proibitório concedido hoje pela Justiça Federal veda que a rodovia seja bloqueada pelos manifestantes. Contudo, continua assegurado o direito de manifestação desde que pacífica e sem interrupção de trânsito. A PRF atuará informando e cobrando o cumprimento da decisão judicial por parte de quem interditar a rodovia.

 

O pantaneiro

Colaborou Luiz Guido Jr.

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