As famílias desabrigadas do bairro Cristo Rei, em Anastácio, seguem com suas reinvindicações no Centro Comunitário da região. O principal foco da discussão é a cessão de casas, por parte da Prefeitura Municipal, com infraestrutura mínima para abrigo das mesmas.

A equipe de reportam do jornal “O Pantaneiro” foi até o Centro Comunitário para obter mais informações sobre a situação e se deparou com mais de 20 pessoas, entre mulheres e crianças, ocupando o espaço social. Não foi permitida a entrada de homens no local.

A moradora Sônia Cardoso Gonçalves, de 28 anos, está à frente do movimento e falou sobre o problema. “Nós estamos aqui, dormindo nesse lugar, esperando que a administração municipal tome alguma providência. Até agora, já veio uma Assistente Social e ela informou que acionaria o Conselho Tutelar, por conta das crianças que estão aqui. No bairro, existem muitas casas

totalmente desocupadas, e somos 7 famílias. Temos casos de funcionários da Prefeitura que ganharam casa. Tem outros casos de pessoas que ganharam. Então, se um ganhou, todo mundo pode ganhar”, disse.

Ela ainda desmentiu os boatos que correm sobre uma suposta invasão. “A gente não invadiu casa de ninguém, mas vemos casas sendo depredadas, casas sendo usadas para outros fins, quando, na verdade, a população carente é que precisa. A Prefeitura Municipal fez essas casas pra gente. É nosso direito ter uma moradia digna”, pontuou.

No local, também está abrigada Ester Barbosa, de 32 anos, mãe

de seis filhos. “Eu preciso de uma casa para as minhas crianças. Não é de hoje que eu tento conseguir uma casa, mas não dá certo. No entanto, muita gente que não precisa, pois tem uma condição de vida melhor, ganhou”, falou.

Esse mesmo tipo de reclamação é constante entre as ocupantes do local, uma vez que todas estão em condições precárias e não possuem qualquer perspectiva financeira para a compra de um imóvel. Há, também, a reclamação sobre a comercialização das residências, fator que é proibido por lei.

As famílias do Cristo Rei estão recebendo doações de alimentos, uma vez que o protesto não possui prazo de validade. O mesmo somente será encerrado após a resolução por parte da administração pública. Interessados em ajudar, podem procurar o Centro Comunitário do bairro para verificar quais as necessidades básicas dos desabrigados.

 

O jornal “O Pantaneiro” tentou contato com a Prefeitura de Anastácio, mas a ligação não foi atendida.

 

Fonte: O Pantaneiro

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